sOPa dE LetRiNhAs

Paixões: Escrever e cozinhar. Artes consumadas quando consumidas. Dividir meus pensamentos e sabores... O que fica da arte de cozinhar só vem depois da degustação: Um punhado de leveza, outro da melhor recordação. Da arte de escrever fica o alívio do desabafo, vai metade de quem escreve e fica metade de quem lê. Esse é o toque especial da minha sopa de letrinhas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009


Ando extremamente ansiosa. Dia 17 vou fazer meu exame prático no Detran, dia 19 viajo para João Pessoa, dia 21 começo no novo trabalho, dia 29 viajo pra Fortaleza... Vejo um horizonte de novas possibilidades diante de mim. Um infinito de dúvidas e inseguranças na minha cabeça, mas hoje, até o médico de minha tia elogiou a nova profissão que resolvi seguir, e disse que visitaria a delicatesse. Quanto à carteira... meu instrutor falou que eu só não passo se ficar muito nervosa, mas a "manha" eu já peguei. A viagem do dia 19 me deixa insegura por causa do sapato que comprei: um peep toe com pata! Fiquei tão alta, mas tão alta... A viagem do dia 29 já é mais light, pois estarei com Henrique, e quando eu tô com ele não me sinto por fora em lugar nenhum do mundo, e nem com o maior salto que existir no planeta. Ah! Estendo essa segurança à companhia de Sérgio também, só que é um pouquinho diferente, pois ele é mais sério. Ai, ai... Eu sinto que esse ano de 2010 se anuncia diferente dos outros, que muitas viagens ainda virão, inclusive as do meu pensamento, dos meus sonhos, dos meus delírios e telas rabiscadas de felicidade. Tomei as rédeas da coisa, estou me habilitando, estou pronta para tentar o comando das vias, da vida!

sábado, 5 de dezembro de 2009


Sabe uma coisa que incomoda mais que sapato apertado? Mas não qualquer um. Aquele que você queria de todo jeito e comprou um número menor. Incomoda mais que assitir no último noticiário do dia que o duende, assistente de papai noel, tentou explodir o pobre velhinho do Natal. Incomoda mais que os seus irmãos longe, que uma cabeça cheia de conflitos existenciais, filosóficos e morais (eita, porra. Danou-se). É algo que não entendo desde criança. Incomoda, machuca e deixa um espaço "inocupável" (kkkkkkkkkkkkkkkk... preciso lêr mais). O abismo fica cada vez mais abismo, e está chegando o tempo de não ter mais como correr atrás do prejuízo, de falar que deixo pra lá, que o amor tudo vence - até mesmo o de filha. Talvez não haja mais um caminho de pedras amarelas, que me leve ao mágico, cujo caminho de volta só ele pode me ajudar a encontrar. Talvez a tormenta tenha sido forte demais. Mas ainda me resta muito: Um cérebro, um coração e coragem. Isso é muito para ser feliz, e é isso o que importa: SER FELIZ!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


Eu não preciso de desculpas pra chorar, mas talvez precise delas pra viver. E às vezes penso se não preciso de desculpas só para ter desculpas, pra justificar o desânimo, a falta de coragem, a esperança ausente, alguns sentimentos voláteis como felicidade e "amor". Preciso de muito para estar aqui, de verdade. Sinto que não adianta um corpo magro, mas cansado, ou olhos bonitos, mas sem olhar para o futuro, ou cabelos grandes e brilhosos sem a brisa da tranquilidade para fazê-los voar e encantar, também não adianta um coração de criança se alguém tão importante não consegue enxergá-lo, acreditá-lo. Há de se ter muita coragem, seguir adiante, viver como as ondas - se refazendo a cada instante...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Andando sobre os arrecifes, seguindo uma luz, machucando um pouco os pés, dando uma pausa pra assistir as ondas quebrando nas pedras, o brilho da lua sobre o mar... Momento de reflexão. E a vida é isso mesmo. Caminhar por terrenos difíceis, que podem machucar, é tentar seguir uma luz, procurar um ponto de apoio e evitar as quedas, descobrir o que há de belo nesse caminho, superar as dificuldades, guardar as boas lembranças. Mas foi só um passeio sobre arrecifes, a vida é bem mais complexa. E agora... agora não sei! Não sei se esperança, não sei se "deixo tudo como estava".

sábado, 17 de outubro de 2009

Quando o passado ensina a dançar a dança da vida!


Sabe quando o seu coração tá cansado? Quando você resolve que aprendeu, que não vai repetir os erros, mesmo correndo o risco de estar redondamente equivocada? Pois bem, hoje resolvi arriscar, resolvi olhar um pouco para o meu passado e trazer as suas lições para o presente. Sim, como um presente a mim mesma. Como uma obrigação que eu tinha comigo mesma de tentar ser feliz por completo. Nada de mais ou menos. Agora, não recebebo nada inferior a 100%. Confesso não estar pronta para dar em troca, e de igual tamanho, essa dose de entrega e felicidade. Mas juro que ao primeiro sinal de um cara inteiro, forte, disposto a 100%, meus conceitos serão revistos. Eu tinha mania de sonhar, de acreditar que "dessa vez" vai ser diferente, que a tristeza não se abateria sobre mim e a felicidade seria plena. Eu fazia uma espécie de revezamento entre sonhos e planos. Acho que esse era o meu erro. Entendi que "deixar rolar" é o mesmo que arriscar no sofrimento, e principalmente quando o outro também anda desacreditado, judiado, sofrido. Como alguém estando "mais ou menos" pode me fazer feliz? Ou mesmo tranquila, serena, segura? Se deixa rolar quando há pessoas inteiras, resolvidas, sem medos, sem traumas ou um pézinho atrás. O medo alheio vai tolhir a nossa liberdade, a liberdade pra sonhar, e viver sem tal direito seria uma vida "mais ou menos". Não, eu não quero esse tipo de vida. Já sofri demais me entregando a projetos falidos. Continuarei serena, certa de que encontrarei o meu "José", o meu companheiro para neosaldinas, um par para a versão sertaneja de Legião Urbana, um amigo para os problemas, um parceiro para as alegrias. Alguém que depois, mesmo que termine, eu olhe e pense: "Poxa, valeu muito à pena." Porque isso é o fundamental: dar certo enquanto durar, e não durar a vida toda, mesmo não dando certo!!! A sorte está lançada =D

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Novelas do Maneco


Eu queria ser uma personagem de Manoel Carlos. Queria ser riquíssima, linda, viajar de uma ponta a outra do mundo em apenas um capítulo, como quem vai de Recife a Olinda. Tudo bem que a protagonista de suas novelas, a Helena, quase sempre possui uma vida monótona, um homem que não a faz mais feliz e algum drama muito pesado na família. Mesmo assim eu queria. Ao longo dos capítulos, a helena encontra um amor do passado (O Marcos, sempre ele) que está solteiro e cheio de amor para dar, que a venera, que é lindo e maravilhoso, que anda de helicóptero, tem lancha, conversível, seduz qualquer mulher que passar por sua frente com apenas um olhar. Os dramas de família sempre se resolvem, mesmo que seja na delegacia, e nesse contexto a palavra monotonia nem cabe mais, né? Na novela atual, Viver a Vida, a "Helena protagonista" nem com chapinha no cabelo precisa se preocupar, ela é muito natural e aquele cabelão (que na minha opinião é uma moita mesmo) compõe a imagem da boa moça que se aceita exatamente como é, ela é do tipo "bem resolvida". As outras mulheres da novela, que não são a Helena, também vivem seus dramas, são quase sempre mulheres infelizes e insatisfeitas, principalmente com namorados, noivos ou maridos. Bom, algumas resolvem o problema encontrando um gato de parar o trânsito na academia, fazendo fotos sensuais para o amante bem mais jovem, estourando o cartão de crédito no shopping, enchendo a cara e virando alcoólatras (alcoólicas), ficando anoréxicas ou Mulheres que Amam Demais. E o que dizer dos personagens masculinos? Tenho dó dos homens nas mãos de Manoel Carlos, quase fatalmente eles se tornam cornos, e as galhas que eles levam são da mais potente rosca. Não posso deixar de falar das reuniões em casas (mansões) de amigos. Os tais encontros são sempre regados a um bom vinho, falando das viagens internacionais, das fortunas e falências de outros amigos bombadões e da violência no Rio de Janeiro. Ah! Sempre tem uma doméstica entrona, daquelas que dá pitaco em toda conversa, falando de algum caso que ocorreu na sua comunidade. Tem ainda um amiguinho pobre, mas bonito, que sempre termina a novela casando com alguém muito rico, há incontáveis cenas em Copacabana e explorando outros postais da Cidade Maravilhosa. Maneco também adora falar de sonhos -ele deve ser fã de Freud-, de como eles podem se tornar realidade. Mas é dos personagens que sonham muito que sinto mais pena; são os que mais sofrem a novela toda e geralmente perdem alguém muito amado. E assim segue a novelinha nossa de cada dia, toda noite a gente espera um novo capítulo, e toda vez que ele se encerra penso: Será que a vida é tão boa assim? Será que a vida é tão perversa assim? O que sei mesmo é que a gente acaba querendo o cabelo da mulher da novela, o carro do homem da novela, as roupas das meninas da novela, etc, etc, etc. A gente quer a vida da novela, o homem da novela. E o que a gente ganha? Só a tristeza dos personagens mais sofridos da novela. Tristeza por procurar todas essas coisas e nunca encontrar, afinal elas não existem, ou melhor, existem apenas nas novelas do Maneco. Não, não vamos ouvir uma bossa romântica quando dermos o primeiro beijo no ser amado, nem estaremos envolvidos por um cobertor de lã em frente à lareira quando o cara falar eu te amo. Ah! Talvez esse cara nem chegue a falar, e talvez não seja porque ele não ama: Já parou pra pensar que isso pode ser coisa de novela? Não quer dizer que fazer um passeio de fusca ao envés de conversível seja menos interessante, ou que namorar o José, filho do vizinho, seja o fim, já que ele não é o Zé(José) Mayer. E eu tava brincando, viu? Não quero ser a Helena do Maneco. Sou feliz enquanto Juliana. Tenho vivido boas doses de dramas, desamores, tristezas. Mas também tenho provado o lado bom da coisa. Já provei, inclusive, o amor (ou a paixão), e foi bom enquanto durou, e sei que ainda há muitas surpresas reservadas pra mim. Eu não preciso esperar que a minha vida seja como na novela. É, estou satisfeita. Mesmo dando chapinha no cabelo e esperando o meu Zé, que pode ser o filho do vizinho. Aliás, nem pelo filho do vizinho posso esperar: Seu Gilvan não tem um filho José. Mas pra não dizer que o Maneco só dá bola fora... Lembrei de uma Helena que conheço e é feliz. Minha Tia Lena, né Tia? E um José que é o máximoooo: Painho - kkkkkkkkkkkkkk. Aguardem as emoções dos próximos capítulos!!!

Quem sou eu