domingo, 15 de março de 2009

TRINTA


Estou na janela do meu quarto. É daqui que eu percebo o mundo, é lá de fora que ele também vem. Tenho andado muito estranha, sinto como se estivesse sofrendo uma metamorfose. Sinto o meu mundo mudando. Não esse que vem do lado de fora da minha janela, mas o que sai de dentro de mim e a ultrapassa. A velocidade é assustadora; foi um dia desses... De repente tudo ficou menos leve, menos colorido, mais nostálgico, mais saudosista, em tom de ultimato. Acho que há alguma ligação com o fato de eu ter, finalmente, enxergado a mulher que há em mim. E esse processo foi complicado, moroso, sofrido... Mas esse mesmo processo teve a sua graça, a sua cor e o seu cheiro. Teve gosto, forma e luminosidade. Todos esses elementos traduzidos no que sou hoje. Levando-se em consideração que um livro foi escrito e uma árvore plantada por mim, acho que estou até bem. Tenho consciência de que aos poucos irei me acostumando com a tal metamorfose, isso é normal, penso eu! A poeira do tempo não me apavora. Apavora o medo de não amar, de não ser amada, de magoar, de ser infeliz... Embora eu saiba que, definitivamente, não fui feita para a tristeza. É de mim! Sei que nasci para a felicidade. Eu não combinaria de outra forma. Tenho todos os instrumentos para isso. É uma questão de paciência, afinal “temos nosso próprio tempo”!

segunda-feira, 9 de março de 2009

8 de março - Dia Internacional da Mulher


Tenho muitas coisas pra escrever nesse Dia das Mulheres. Minha cabeça é um turbilhão de impressões, sensações, dúvidas, medos. Mas também tenho tido motivos de sobra pra sorrir, de sobra mesmo, e histericamente (kkkkkkkkkkkkk)! Reencontrei pessoas especiais, tomei biritas históricas, estou estudando o que sempre sonhei, terminei um namoro, tenho conhecido “indivíduos” interessantes, perdi o medo de dirigir, brinquei um carnaval inesquecível... Foram coisas demais. Acho que isso só me aconteceu no auge da minha adolescência. Mas o que realmente tem chamado a minha atenção é que eu e duas amigas somos uma espécie de esteriótipos de mulheres, e através de nós, tenho entendido melhor o nosso universo tão feminino, tão denso, tão pink (no meu caso, pois o delas seria carmim e salmão)! E sob o ponto de vista de cada tipo de mulher, pelo menos das que já estão às portas dos 30, né amigas? Cada uma de nós, do nosso jeitinho, quer sempre a mesma coisa: Ser compreendida, amada, cuidada, contemplada. Queremos ser mulheres, amigas, profissionais! Queremos espaço. Espaço para sonhos e abobrinhas e amor e sexo e felicidade e “futilidades”. Queremos asas. Asas para dominar o planeta, que é cada vez mais nosso, é cada vez mais carmim ou pink ou salmão, da cor que a gente quiser pintar. Queremos um mundo e queremos muito pouco. A partir de minhas experiências atuais (e de minhas parceiras também), entendo, finalmente, o que é ser mulher. Eu ainda tava naquela de não saber bem se era menina ou mulher. Hoje, tenho a certeza de que já sou uma mulher sim, acho até que demorei um pouco, mas... Antes tarde do que nunca. Só uma mulher passaria por tantas coisas, sentiria medo, insegurança e mesmo assim seguria em frente, de bem com a vida, permitindo-se ser menina, palhaça, joãozinho, sereia feliz (né, Renata?), companheira (né, “Justiça”?). Permitindo-se ser tudo que quiser. As mulheres contam com esse privilégio. O privilégio de poder dizer e mostrar o que se sente. E sobre o privilégio, sobre a graça de gerar vida (ou vidas) dentro de si eu não preciso nem falar. Somos anjos que cuidam dos amigos, filhos, esposos, lares. Somos “capetinhas” que mexem com o imaginário masculino, protagonistas de especulações a respeito da nossa forma, praticamente indecifrável (para os homens), de agir e pensar. Tá vendo? Em todas as coisas e em todas as pessoas existe um pouco de nós! Não quero dizer que somos melhores, mas que somos especiais. É isso: SOMOS, DE FATO, ESPECIAIS. E se eu puder escolher minha próxima re/encarnação eu quero vir mulher novamente, juro! Tenho muito orgulho de ser mulher. Tenho muito orgulho de todas as conquistas femininas ao longo da história da humanidade, de todas as nossas conquistas pessoais, nem que seja a compra daquele sapato tão desejado. Tenho muito orgulho das mulheres de minha vida, viu, mulheres de minha vida? Sou um pouco e sou completamente cada uma de vocês. Obrigada pelo exemplo que são. FELIZ 8 DE MARÇO PARA NÓS!!!!!!!!!!!!!




Obs1 - Meu presente de 8 de Março foi me perceber mulher;
Obs2 - Foto: Eu e Vovó TT.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Não sou Taurina!!!!!!!!!!!!!!

Pois é, Bruninho. É assim que estou! Desse jeitinho que você vê! Hoje estou meio Barbie, ou melhor, totalmente, mas com uma obrigação extra de estar She-ra. Caso contrário jogaria tudo para o alto. Só que eu vim de muito longe, desci de local consideravelmente alto, briguei com um mundo, chinguei um outro, magoei quem amava, bati, à minha maneira, em quem nunca deveria. Feri a mim mesma! E essa tristeza chata aperta o meu peito, com cara de um dia claro, depois de uma noite chuvosa, em frente à TV, mas ouvindo música, é claro (Oasis), esperando a água do arroz ferver, a vontade de comer, a necessidade de sair... E viver! E eu tenho certeza de que se for lá fora a primeira pessoa que me encontrar e fizer uma análise de mim pensará que sou tudo o que não sou. Por favor, pessoas, eu quase nunca sou o que vocês pensam. Por que não tentam me conhecer primeiro? Depois eu aceito a minha condição, ok? Ah! E só pra deixar registrado: NÃO SOU TAURINA, tá?

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