quarta-feira, 24 de junho de 2009

"Arrastapé dos Modernos"


Fogos, fogueiras, balões, brincadeiras... Mas uma tristeza que sempre estava lá, e eu sabia que seria assim, não chegava a me incomodar. Tristeza pelo time desfalcado, corpo e coração exaustos.
Bom, resolvi viajar no São João com alguns amigos. 250km! 250km! Para um pouquinho! BEBE um "pouquinho"! 280km! Na viagem de ida... Algumas cervejas e toda uma expectativa - esperança fundada em supostos direitos, probabilidades ou promessas. Direito à felicidade, probabilidade de morrer duma cachaça, promessa de não virar sócia da Oi depois do primeiro litro de "cana" derrubado, de não virar filósofa de mesa de bar, romântica da balada ou descer do meu salto arezzo vermelho. Mas... Voltando ao assunto... Fomos a Arcoverde, terra do "São João dos Modernos" (tudo por causa do Cordel do Fogo Encantado), e logo na chegada fomos direto ao Alto do Cruzeiro, um point dos descolados que adoram cultura regional, e demos continuidade aos trabalhos. Pitu, Nova Schin e torradas Bauduco com patê de atum Coqueiro. Ah! Preciso registrar meu protesto. Quem inventou esse negócio de patrocínio, hein? Poxa, eu pensava que tinha o direito de escolher a marca da minha bebida. Fomos obrigados a beber Nova Schin todas as noites. Penso que antes de escolher o destino da minha próxima viagem festiva vou me informar a respeito dos patrocinadores!!! Voltando mais uma vez... Depois do alto do Cruzeiro fomos pra casa tomar banho - ao menos alguns de nós tomou, comer e seguir para o foco da festa, a praça central. Pra falar a verdade eu nem lembro a atração do primeiro dia, eu só lembro que brincamos na barraquinha de tiro ao alvo e bebemos 51 nos chapéus. Também lembro de uma espuminha boiando na cachaça, assim como de um pó de tonalidade marrom. No dia seguinte fomos a um sítio bem legal e à noite... show do Cordel. MARAVILHOSO!!! Não posso deixar de lembrar das fogueiras, crianças vestidas de matutinhas, da hospitalidade de meu irmão (mais velho) e minha cunhada, das boas risadas!!!
A atmosfera do São João é muito boa e tem um significado especial para mim. Recordo com muito carinho da minha infância, das minhas raízes, dos meus avós, de quando eu brincava em volta da fogueira na roça de Tio Neto ou das festas nas barraquinhas do IV, lembro de painho comprando chuvinha para mim e meus irmãos, das pamonhas de Vovó Teresinha, das danças de Vovô Vavá, de minha mãe pintando bigodes nos meus irmãos e sinais (mais) no meu rosto... Que minha infância passou... Vovô Vavá, Antônio e Vovó Dalva não estão mais aqui... Lembrei dos primos e amigos que o tempo e a vida afastam do nosso convívio, das amigas que casaram e mudaram de cidade, lembrei de Amanda, de Henrique, de Renata, de Roberta, de Bella, de Jacque... Foi por vocês que me diverti, mas foi por causa de vocês, ou melhor, pela ausência de vocês, que a festa não foi melhor. Mas... eu já entendo que é assim que a vida funciona e o meu São João foi muito bom, apesar dos pesares!!! Que no próximo ano estejamos todos com as perninhas saudáveis, afinal de contas o "arrasta pé" não pode parar!!!

domingo, 14 de junho de 2009

Dia dos Não Namorados e do Ex Namorado


A semana passada foi bastante complicada. Começou com terapia grátis e fuleira, mas é melhor eu nem entrar nesse assunto, e depois, meu irmão caçula faria uma conexão bem demorada em Recife e nos veríamos, mas a aeronave quebrou e mudaram o vôo dele, ou seja, não deu certo vê-lo. Muitas dificuldades no curso. Muito cansaço e uma dor "filha da mãe" no meu braço direito. Meu irmão mais velho veio assitir aula de especialização e minha cunhada o acompanhou. Sexta a tarde eu e ela fomos ao shopping comprar o presente dele, Dia dos Namorados. Confesso ter pensado que seria bastante difícil a data para mim, afinal de contas há mais de dez anos eu não passava tal dia desacompanhada, esse ano seria então o dia do não namorado. No final das contas o dia 12 de junho de 2009 foi o dia do ex-namorado. Eu vou explicar melhor essa história. Na quinta, dia 11, o celular toca, antes de atender eu olho várias vezes pra acreditar, era ele, verdadeira alma penada que resolveu dar as caras as vésperas do Valentine's Day. A conversa era do tipo "eu nem lembro que amanhã é Dia dos Namorados, mas..." Ele queria "combinar algo" para a sexta. Eu respondi que tudo bem, que quando saisse do curso ligaria e falaria o lugar do tão "inusitado" encontro. Bem, mas a dor no braço e passeio no shopping, trouxeram-me um banzo do tamanho do mundo. Em todos os cantos daquele centro de compras muitos casais fazendo demonstrações públicas de amor, afeto e carinho, muitos namorados comprando presentes de tamanhos errados, cores trocadas, aromas não tão desejados... poucos conheciam, de fato, suas companheiras, e acertavam nas escolhas (e não se trata de um blefe meu falar isso, é quase estatístico, é comportamental - kkkkkkk...) Muitas namoradas tentando encontrar o presente perfeito, acertar em cada detalhe, ainda que para eles não haja diferença entre um Herrera e um Boticário, ou uma Hering para uma Ellus, um presente com ou sem cartão. Além do mais me questionei a respeito dessas tão calorosas demonstrações públicas de afeto. Por que, ao longo de todo o ano, elas não são mais frequentes? Por que tem que existir o Dia dos Namorados pra gente perceber que a solidão também apavora os homens, que eles, por medo da tristeza da "sexta feira 12"(poderia ser 13, né?) sozinhos em casa, pensando na ex que provavelmente já tem outro, tentam se garantir um dia antes e ressurgem como espíritos zombeteiros nas nossas vidas? É sério. Eu senti nesse dia 12 um pouco da humanidade masculina, e do egoísmo. Além da alma penada da quinta, um ex namorado deixou um recadinho no meu orkut via testimonial. Mais uma vez percebi o quanto eles parecem conosco. Sabe por que a mensagem foi via testimonial? Creio que pelo receio de encarar a resposta, principalmente porque anos atrás esse cara resolveu namorar comigo e com outra (ao mesmo tempo). Acho que o convite eletrônico também acalenta as esperanças, afinal quando não recebemos retorno, ficamos pensando que a pessoa não abriu o orkut naquele dia e tal, que pode ter ocorrido um improvável problema de conexão, que a mensagem não chegou. Olha, vou confessar que fiquei bastante curiosa com a mensagem do ex, passei o dia no shopping refletindo sobre esses convites, pensei bastante... Decidi que ligaria para o ex, não porque era Dia dos Namorados, mas porque havia gostado muito dele no passado e desde que terminamos nunca nos encontramos. Cheguei em casa, tomei mais remédio pra o braço e liguei para o ex confirmando o encontro. Saímos, conversamos, dançamos. Foi legal. Ah! E quanto ao primeiro convite... Não aceitei porque o cara é muito sequelado, sabe? Ele é daquels que sufoca, que te agarra o tempo inteiro e que te diz: "Você tem uma beleza exótica". Ai, que nojo. Odeio esse papo de beleza exótica. Isso é quase "olha, ainda não peguei alguém com seu fenótipo". Exótica para a listinha dele, entendem? Ele faz o tipo "volta pra o mar, oferenda"!!! Pois é, foi o dia do ex namorado. Um dia curioso, cheio de reflexões, o dia em que pude perceber como os homens são tão "mulherezinhas". Foi uma grata surpresa de sexta feira 12. Homens, não tenham medo de externarem seus medos, sentimentos, isso é o que nós mulheres mais queremos, mais até do que caros presentes de Dia dos Namorados. Melhor que jóias da Vivara, e olhe que elas possuem garantia eterna, viu???

OBS: Ah! E uma amiga nos acompanhou. Ela agarrou dois não namorados - hehehe.

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