sábado, 28 de fevereiro de 2009

Fantasias e fantasias




Eu passei esses dias de carnaval e também os que o seguiram tentando escrever algo a respeito da data. A primeira coisa que me veio à cabeça foi uma ideia de "pão e circo", depois refleti e pensei estar sendo um pouco preconceituosa. E agora, que acabei de acordar, minha cabeça fervilhou com a ideia das fantasias. Quer algo que nos remeta melhor ao carnaval? Pois é, nessa alegre e colorida comemoração todos vestem suas fantasias, ainda que não as vistam. E eu vi que a gente precisa desligar de vez em quando, que precisamos brincar de sermos o que não somos, ou do que gostaríamos de ser. E isso pode ser feito vestindo das mais loucas às mais simples, ou mesmo nenhuma, fantasia. É a fantasia de ser feliz, de cantar, de dançar, de esquecer dos problemas, de conhecer novas pessoas, de que o próximo carnaval será melhor, e que a fantasia será mais criativa, mesmo que mil pessoas resolvam ter a mesma idéia que você, mas um simples detalhe fará da sua produção melhor que a do outro. A gente se veste de esperança, de despojamento, de quem podemos ser só numa festa como o carnaval. Liberamos as mais loucas vontades, não nos reprimimos por medo do ridículo. Ora, o carnaval só é tão grandioso por nos permitir viajar na maionese, tirar os nossos loucos reprimidos de dentro do armário, vestir as coisas mais ridículas e até infantis. É, porque ao longo do ano, tendo que nos comportar com muita seriedade, não nos permitimos ser infantis. E eu acho isso tão bobo, ser infantil não é sinônimo de ser imbecil, é sinônimo de enxergar o mundo da forma mais simplificada possível, de ser exatamente como gostaríamos e falar as verdades que os adultos, costumeiramente, não têm coragem de falar. Acabou o carnaval. As pessoas animadas e soltas que fomos já estão de volta ao armário, e ficarão apenas nas nossas lembranças até que o próximo ano venha e nos permita vestir a fantasia de nós mesmos ou de quem gostaríamos de ser. Ah! E o ano começa agora, né? Afinal de contas acabou o carnaval!!!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

saudades...

Algumas vezes sinto saudades. Saudades de lugares por onde nunca passei, de amores que nunca amei, de sabores que nunca provei, dos amigos que ainda não fiz, dos sorrisos que não dei e também dos que não recebi. Saudades da pessoa que não sou. Algumas vezes tristeza pela que fui e algeria pela que poderei ser. Estranha essa sensação, né não? Mas ela não me impede de seguir, não me paralisa. Acho que todo mundo sente um pouco disso, e talvez essa saudade, que poderia tranquilamente ser traduzida em insatisfação/inquietação, seja uma espécie de motor. Um motor potente que não nos permite deixar de querer ir além, de conhecer, nem que seja aquele vizinho estranho de anos, e de viajar, nem que seja só, e de sonhar, nem que seja com o “impossível”, e de se entregar, nem que seja à sorte... CORAGEM! É disso que se precisa para encarar a aventura (ou desventura?) de viver. INTELIGÊNCIA e SENSIBILIDADE! Para entender os sinais da felicidade. PERSONALIDADE! Para assumir as consequencias de nossas interpretações. ALEGRIA! Para deixar marcas pelos lugares onde passarmos. VISÃO! Para perceber que sonhar “é não limitar-se a limites”, né Paola? Agora vou tomar banho, comer alguma coisa e dormir, pois o dia foi difícil, como todos os outros desse último mês; sempre tendo que provar algo a alguém, inclusive a mim mesma!

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